terça-feira, 28 março, 2017
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FAZENDA SANTA MARIA

Rodolfo Zabirk era proprietário de muitos alqueires de terra, sendo um imenso reino verde de angicos, perobas, cedros, jatobás, assim como outras essências vegetais de boa qualidade. Passaram se alguns anos, estas terras com solo fértil, começaram a despertar a atenção de alguns homens de visão e com espírito de bandeirismo.

Em 1946, Benedito Pinto Ferreira Braga (Zico Braga) e Manoel Bastos (Neca Bastos), adquiriram a gleba de Rodolfo Zabirk. O primeiro veio da Cidade de Catanduva e o segundo de Tanabi. Mais tarde, Zico Braga comprou o que pertencia a Neca Bastos, nos meados do ano 1948. Foi aí que a fazenda Santa Maria foi cortada e loteada para fim de aglomerar novos habitantes. Os desbravadores voltaram seus olhos rumo à região com a pujança e crescimento de Jales, foi quando acendeu o estopim para a marcha rumo à sede da fazenda Santa Maria.

Em 13 de junho de 1950, Zico Braga, proprietário das terras onde hoje está plantada a cidade de Urânia, recebeu um comunicado do então diretor da Estrada de Ferro Araraquarense, o engenheiro Oswaldo Sant’Ana de Almeida, cientificado de que a estação seguinte após Jales, estaria no marco 8.500 no avançamento da ferrovia. Verificando que o referido marco encontrava-se em suas terras, Zico Braga resolveu fundar a cidade de Urânia, dando a data de sua fundação a da comunicação da construção da estação da estrada de ferro em sua propriedade.
Iniciou-se então a confecção do mapa, locação, abertura de ruas e construção de residências e casas comerciais. Construíram-se escolas e partiu-se para o desenvolvimento do povoamento.

A FUNDAÇÃO DE URÂNIA

Na manhã radiante de sol do dia 13 de julho de 1950 deu-se a fundação de uma cidade, por Benedito Pinto Ferreira Braga (o popular Zico Braga). Em meio às picadas abertas no sertão oeste, na floresta ainda bravia, pertencente à sede da antiga fazenda Santa Maria, ergue-se a primeira cruz para determinar o destino de uma cidade, que neste dia receberia o seu nome.

O madeiro de Cristo predominou-se desde o início sobre a paisagem agreste da clareira, representando a vontade firme do fundador.
Após a missa em ação de graça, celebrada pelo padre Alfonso Neinake, de Jales, a multidão presente ouvia, entusiasticamente, as palavras de Zico Braga, enaltecendo o significado do acontecimento. Caboclos, tabaréus, povo e personalidades da região presenciaram a implantação de um povoado destinado a transpor largamente os caminhos do progresso. Instalou-se aí o quartel general na sede da antiga Fazenda Santa Maria, centro das atividades dos trabalhos de retalhamento das terras. O plano de loteamento foi acrescido de um importante detalhe. A fundação de um pequeno patrimônio para facilitar a venda das terras. Começa, então, a execução da grande ideia, força que iria transformar na extraordinária e épica implantação de uma cidade. Troncos seculares beijavam o musgo da terra, sob a ação implacável dos machados.
Removido a madeira de lei o fogo, lastreando pelo matagal deixou uma clareira, simbolizando a imposição da vontade humana na marcha da civilização.
Abriram-se ruas e quarteirões. Aos poucos, levas e levas de empreiteiros, camaradas empregados e novos adquirentes de terrenos chegaram.
O serviço de desbravamento avançava. Para alegria geral surgiu o nome Urânia – nome que traz um significado dentro da mitologia grega, fazendo parte de uma das nove musas e que quer dizer “Deusa que domina e governa os astros”. Urânia quer dizer também, invencível e Deusa da geometria. Esse nome foi escolhido por Benedito Pinto Ferreira Braga. Os desbravadores da época não cabiam em si de contentes e não mediram esforços e nem sacrifícios na construção do vilarejo.
São eles:

Felix Francisco José
Gregório Lopes
Alcino Braga
Bartolomeu Jorge de Oliveira
Oswaldo Candido
Mariano de Oliveira
Antonio Tomé
Antonio Braga Filho
Antonio Apone
José Maurêncio
Brasilino Teodoro
Flauzino Emiliano
Joaquim de Souza Figueiredo
Manoel Mendonça
José Arino
Francisco Moreno
Anor Lopes de Oliveira
e outros.

Houve então, ao cair da bela tarde, de 13 de julho de 1950, um churrasco comemorativo, surgido a noite de um animado cateretê com cantorias e modas de viola em homenagem a fundação de Urânia.

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